Por quê prevenir?

A maioria das pessoas não se preocupam com o futuro. Preocupam-se somente com o presente, se estarão bonitas ou seguras financeiramente, mas questões importantes são deixadas de lado. Um exemplo disso é a procura dos advogados somente quando o problema já está instalado, ou seja, para buscarem a solução para as consequências causadas por um negócio mal feito, por uma regularização não encaminhada no momento certo, pela falta de orientação e conhecimento sobre as leis e sua correta interpretação.

Pior. Adotam razões de decidir baseadas em seu conhecimento, limitado em todos os casos, ou de forma emocional, sem medir o que aquele seu ato, sua omissão vai gerar na outra pessoa ou na sociedade. E, depois, querem que resolvamos o seu “problema”.

Não quero, com isso, dizer que não estamos nesta profissão também para resolver as consequências dos atos e omissões, buscar a melhor solução, seja ajuizando um processo ou fazendo sua defesa. Tudo isso é protegido pela nossa Constituição. Mas, nos dizeres da velha sabedoria popular, não seria “melhor prevenir do que remediar?“.

Claro, mesmo adotando várias medidas preventivas, não estaremos livres da peleia, do embate, da discussão e dos problemas das questões que estamos mergulhados socialmente. O que se pode afirmar é que se adotarmos certos procedimentos podemos minimizar ao máximo os danos, os prejuízos que a ausência da correta orientação traz, aliada a um aumento exponencial, muito grande da possibilidade de não termos problemas.

A palavra prevenção tem vários significados. Nos preocupamos com seus significados originais, que são a “ação ou resultado de prevenir(-se)” e o “conjunto de medidas ou preparação antecipada de (algo) que visa prevenir (um mal)”. Afinal, “uma pessoa prevenida vale por duas“, ou seja, “que foi avisada, advertida de (algo)” e “que se previne ou se preveniu; foi precavida, acautelada”.

Como sabemos, em língua portuguesa todo verbo indica uma ação. Neste caso, o verbo prevenir faz com que façamos algo, que busquemos “dispor com antecipação (as coisas) de modo que se evite mal ou dano; tomar medidas que evitem (algo) com antecipação; avisar, informar com antecedência; preparar-se”.

Prevenir-se ou tomar uma ação preventiva é essencialmente observar com antecedência e concluir sobre as prováveis consequências. estudar com antecedência; examinar, analisar, avaliar.

E isso só pode ser feito com orientação de um especialista na matéria. É pedir a opinião, conselhos, parecer, instruções, etc., a quem é preparado para atendê-lo dentro da área de conhecimento que conhece e que atua diariamente. Imagine se para construir uma ponte pediríamos conselhos ou orientações de um médico? Ou para realizar uma cirurgia deixássemos na mão de um contador? Complicado, senão impossível! Cada área tem sua devida preparação, estudo, aprofundamento e apropriação do conteúdo.

Portanto, buscar a orientação do advogado nas questões que envolvem as leis, as soluções a tudo que se aplica ao socialmente regulado, à técnica jurídica, é a atitude certa a fazer.

E, não deixe para depois. Previna-se. Aconselhe-se. Fazer certo depende de uma boa orientação, de um bom profissional preparado para apontar na direção mais correta. Por isso, prevenir!